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Entrevista: Jornalista Paulo Gilvane Borges em entrevista para a Revista Press

Abandonar um emprego estável e abrir um negócio próprio é um risco que nem todos os profissionais, especialmente no jornalismo, estão dispostos a correr. Mas, para Paulo Gilvane do Amaral Borges, essa decisão tomada em 2001 resultou em um dos grandes cases de empreendedorismo no rádio brasileiro: a Agência Radioweb. Maior agência de notícias para rádios no País, a empresa conta com 2.200 emissoras AM e FM afiliadas e uma equipe de 45 profissionais. Além disso, é responsável por 14 rádios corporativas online, com programação 24 horas.

Nascido em 14 de julho de 1964, em Lagoa Vermelha, Paulo Gilvane é filho de agricultores rurais. Formado em Jornalismo pela Ufrgs, trabalhou na Band entre 1995 e 1999 como repórter, chefe de reportagem e apresentador. Entre 1999 e 2001, foi repórter de Política e chefe de reportagem da rádio Gaúcha. Ao longo de sua carreira, conquistou oito prêmios individuais de jornalismo, dos quais três são Press. No dia 12 de novembro, recebeu o Troféu Sistema Fiergs Homenagem Especial do Prêmio Press 2018, “o prêmio mais importante que recebi em 24 anos como jornalista”, destaca.

Nesta entrevista, o diretor geral da Agência Radioweb relembra sua carreira e fala sobre a criação da empresa, os desafios para tocar um negócio próprio em mídia (especialmente no Rio Grande do Sul) e o futuro do rádio, entre outros temas.

Tu te formaste aos 30 anos em Jornalismo. Por que tão tarde?
Eu já entrei meio tarde no jornalismo. Passei no vestibular aos 19 anos, logo que vim para Porto Alegre, na Unisinos. Mas, não conseguia pagar os estudos, meus pais tinham uma pequena leitaria em Lagoa Vermelha, não tinham condições de me sustentar, pelo contrário, eu guardava dinheiro pra mandar para eles. Depois de dois semestres eu abandonei, e esperei mais uns cinco ou seis anos para entrar na federal, na UFGRS. Nesse período eu trabalhei em loja, no banco Bamerindus e no Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados). Entrei no Jornalismo da Fabico/UFRGS com 25 e saí com 30, tendo, de certa forma, mais experiência de vida.

Como começaste na profissão?
Eu me formei em agosto de 1994, e em abril de 1995 eu comecei a trabalhar na Band. Eu tinha um programa o Band Informática que era das 10h às 11h da manhã. Como eu tinha sido digitador e programador no Serpro, conhecia muita gente dessa área, propus o programa para o Bira Valdez (na época diretor da Band RS). Fiquei quatro anos na Band. Em 1998, ganhei dois prêmios de jornalismo – Direitos Humanos e ARI. No final do ano, o Armindo Antônio Ranzolin me chamou pra trabalhar na Gaúcha. Comecei como repórter de política, mas logo me chamaram para fazer a substituição da chefia de reportagem.

Estavas com um emprego relativamente estável na Gaúcha. Por que decidiste abrir um negócio próprio?
Como eu entrei tarde no jornalismo, já tinha passado dos 35 quando comecei na Gaúcha. Então comecei a pensar: eu sou um cara que adora viajar, mas eu não estava conseguindo viajar e nem pagar as minhas contas, por mais que eu tivesse um dos melhores salários da reportagem da rádio. Eu não estava confortável naquela situação. E, na Gaúcha, na época, de certa forma existia uma acomodação. Só os medalhões, que eram o Lauro Quadros, o Armindo Ranzolin, o Lasier Martins, o Rogério Mendelski, eram titulares de programas. Não havia como ter um cargo melhor, e eu não enxergava a possibilidade de crescimento ali. Por outro lado, também queria a oportunidade de ganhar mais. A mudança começou quando eu estava de férias em janeiro de 2001. Nessa época a Ana Ribeiro, que era assessora do vice-governador Miguel Rossetto, me chamou para uma conversa e me convidou para fazer um projeto para divulgação do Fórum Social Mundial. E resgatei um trabalho para uma ONG, em que eu fazia projetos de comunicação para sindicatos de trabalhadores rurais do interior que tinham programas de rádio. Então falei para a Ana: “vamos fazer o seguinte, produzo os conteúdos aqui, cubro e transmito por telefone para rádios do interior”. Eu e a Caroline Mello, que já era repórter do SBT à época, íamos aos eventos do Fórum Social Mundial. Juntas no projeto também estavam Daniela Madeira, que é minha sócia até hoje, e a Juliana Turatti, que agora mora no Mato Grosso do Sul. A gente produzia dentro do Fórum, ia para um estúdio, gravava cinco matérias por dia e transmitia lá da estrutura para as rádios. Ligava para as rádios do interior e perguntava “quer um boletim do Fórum Social Mundial?”. Em cinco dias, 80 emissoras se “afiliaram” à cobertura.

Foi aí que viste que podias ganhar dinheiro com isso?
Esse foi o momento em que surgiu a concepção de um modelo de negócio, que era entregar as informações de graça para as rádios e buscar um cliente que quisesse chegar nas emissoras como notícia. E a internet estava recém iniciando. Eu pensei em elaborar um projeto para ter um site e a gente transmitir esse conteúdo via internet e não só por telefone, que era caríssimo. Quando terminou o Fórum, eu comecei a botar esse projeto em andamento. E aí acho que foi a minha primeira ação em relação a minha saída da Gaúcha. Eu trabalhava sete horas, e disse que queria trabalhar as cinco horas normais, com plantão de final de semana, mas não iria mais trabalhar turno integral. Então, eu trabalhava meio turno na Gaúcha e passei a desenvolver o projeto da agência Radioweb.

Como foi a saída do emprego?
No dia 23 de agosto de 2001, o Ranzolin me chamou para conversar. Eu expliquei para ele que estava fazendo um projeto para uma agência de notícias para rádios do interior, e já que estava trabalhando meio turno queria ver se era possível conciliar. E aí ele falou: “Não! Aí você vai ser nosso concorrente!”. Só que isso eram 5h da tarde e eu tinha marcado o lançamento da Radioweb às 7h da noite, ou seja, dali a duas horas, na ARI. Então eu falei para ele: “Ranzolin, não tenho como largar isso, porque eu estou saindo daqui para ir lançar esse empreendimento lá na ARI”. Daí ele disse: “então não tem como tu continuares aqui na Rádio Gaúcha, porque vamos ser concorrentes”. E respondi: “então, gostaria que tu me demitisse”. Mas ele falou que não tinha razões para me demitir. Na verdade, eu queria fazer um acordo para, pelo menos, sair com alguma grana. Então, ele aconselhou: “faz o seguinte,vai lá e lança o teu empreendimento, pensa no final de semana e volta na segunda-feira para a gente conversar”. Saí da sala e eu encontrei o André Machado e falei para ele “André, eu estou de plantão no final de semana, mas eu já não venho, conversei com o Ranzolin, vou lançar a Radioweb agora à noite e não tem como voltar, é incompatível”. E aí, a partir dali começou todo esse processo. A Radioweb foi concebida em janeiro de 2001 e nasceu de sete meses, no dia 23 de agosto de 2001.

Tu já tinhas essa veia empreendedora?
Eu não sabia nem controlar o meu orçamento doméstico. Uma vez um amigo disse que isso pode ter vindo da minha família. Meu pai tinha uma pequena leitaria em Lagoa Vermelha e minha mãe plantava alface, hortifrutigranjeiros, e eu distribuía na vizinhança.Eu tinha 7 ou 8 anos assim, botava uma mala de garupa nas costas e ia entregar leite a pé. Ia para a escola e no caminho tinha vários clientes do meu pai, pra quem entregava o leite, e na volta recolhia os litros e passava para a minha mãe. De certa forma, eu aprendi um pouco com os meus pais nessa questão de empreender.

Mas, os primeiros tempos não foram nada fáceis, não?
Em 2003 nós quase quebramos. Nós tínhamos 100 rádios parceiras aqui no interior do Rio Grande do Sul, só que 80 delas recebiam conteúdo por telefone. E a linha discada era muito precária, demorava 10 minutos para baixar um arquivo de 2 minutos. Na época, tinha contas de R$ 5 mil, R$ 6 mil, de telefone – hoje seriam uns R$ 20 mil. Então a gente já estava numa situação onde as coisas não estavam se sustentando. Eu era o último a receber, uma vez ou outra atrasava salário de algum funcionário. A gente tinha três ou quatro pessoas trabalhando. E quem nos salvou naquele momento foi a chamada ADSL, que foi a primeira banda larga no Brasil e que as rádios passaram a ter. No segundo semestre de 2003, ou seja, dois anos depois da existência da Radioweb, nós encerramos as transmissões por telefone e passamos a atuar só pela internet. E isso já era uma coisa revolucionária. Quando conto para os jovens que a Radioweb nasceu da concepção de transferir, transmitir através da internet um arquivo de MP3, parece uma coisa ridícula. Só que na época, em 2001, tu tinhas duas formas de entregar esse conteúdo para as rádios do interior, ou era por telefone ou mandava fita cassete. Essa é a parte visionária da Radioweb, entender que a internet ia crescer e que a gente ia poder fazer essa entrega. Hoje temos 2.200 rádios que utilizam nosso conteúdo diariamente, 13.000 downloads por dia. Então a gente saiu muito na frente.

Quando a situação começou a melhorar?
O primeiro lucro, na verdade, só apareceu na planilha em 2006. O que eu fazia nesses cinco anos? Eu atrasava impostos, atrasava um ou outro pagamento, fazia malabarismos financeiros com cheques. Num período inicial da Radioweb eu fiquei seis meses sem pagar condomínio.

Quais foram as formas que encontraram para fazer a empresa render?
Em 2003, a gente elimina a transmissão por telefone, que dá uma redução drástica na despesa, e entra a ADSL. Então, em 2004, houve uma questão importante: a gente se deu conta que se o negócio ficasse só aqui abaixo do Rio Mampituba a gente ia quebrar. Ia virar um grande case da província e íamos quebrar, porque o mercado gaúcho tem duas limitações: uma é o tamanho e outra é a mentalidade aqui do Rio Grande do Sul.

O mercado gaúcho não é bom para as empresas locais?
Se tem um lugar onde santo de casa não faz milagre esse lugar é aqui. Existe uma situação, que não é só daqui, mas dos estados pequenos, que é todo mundo mamando nas mesmas tetas, todo mundo batendo nas mesmas portas, e poucas portas para bater. E cada vez menos portas. A gente se deu conta disso. Mas aí teve uma situação: em 2004 o Geanoni Mousquer foi demitido da rádio Gaúcha. Eu havia conhecido ele no final de 2003, por intermédio da Ana Amélia Lemos. Comentei para ela que estava pensando em ir para Brasília e abrir uma operação lá. E aí ela me apresentou o Geanoni, que virou meu sócio em Brasília. Dia 1º de março nós começamos em Brasília, tivemos o primeiro cliente em outubro e fomos receber em janeiro de 2005, ou seja, ficamos 10 meses trabalhando sem receber nada, já tendo repórter fazendo a cobertura. Mas com isso a gente nacionalizou a agência. Em 10 meses, passamos de 140 rádios, que era o que tínhamos no Rio Grande do Sul, para 600 rádios em todo o Brasil. Em 2007 fomos para São Paulo, onde abrimos sede em 2010. Hoje já temos 2.200 rádios.

Vocês foram pioneiros num modelo de negócio de comunicação usando a internet. Hoje, é mais difícil a situação? A concorrência é mais acirrada?
Para nós a web foi a grande salvação no início da empresa. Depois, quando todo mundo chega num nível de conhecimento de como é que aquilo funciona, tu começas a ter concorrência, a sofrer algumas dificuldades. Para nós, nesse aspecto, a maior crise foi de 2014 para cá. Porque, além de enfrentar a crise econômica e política aqui no Brasil, houve a nossa crise de plataforma. O Google e o Facebook começaram a entrar forte nesse mercado. Até então, estávamos navegando no mar, pegando nossos peixinhos, e de repente entram o Google e o Facebook com umas redes de arrastão e levam tudo. Felizmente nós nunca tivemos muito negociação com agências de publicidade. Hoje o nosso faturamento é 98% marketing de conteúdo. Nós, praticamente, não temos dinheiro de publicidade. A nossa relação, normalmente, é com o cliente e é na área de comunicação. Então, como a gente entrou já num formato de marketing de conteúdo e também desenvolvendo tecnologias de rádio online a gente não sofreu muito impacto, aliás, fomos beneficiados pelo fato de ter desenvolvido tecnologia.

Mas, em veículos tradicionais de rádio, TVs, jornais, revistas, o impacto foi forte.
Sim, nesses casos foi. Eu sou otimista, mas não sei se o jornal impresso dura mais cinco anos. Talvez não chegue a isso. Agora, o rádio se reinventou…

Ele usou aquilo que era uma ameaça como um ponto a seu favor?
Exatamente! Hoje, com rádio online, não precisa de antena, não precisa de transmissor, não precisa entrar num processo no Congresso Nacional para ter uma licença. Ouvi uma vez, num congresso de rádio, aqui no Rio grande do Sul, um cara fazendo um discurso, dizendo eles tinham que tentar proibir as rádios via internet, por causa da concorrência com as tradicionais. Então foi difícil o meio rádio, que é um tanto conservador, entender que a internet era um aliado e não um inimigo.

Hoje, com essa disponibilidade da internet, as fake news, as notícias falsas, tomaram uma dimensão maior. O quanto essa situação te incomoda?
Nessa última eleição eu me senti muito impotente. Eu, realmente, temia pela continuidade, pela credibilidade da imprensa, porque, obviamente, eu tenho alguns grupos de WhatsApp, e recebi por ali muitas fake news. Chegou um momento que eu disse “eu não vou mais desmentir, porque eu não tenho mais tempo para desmentir tudo isso”. Tu entravas nos sites jornalísticos, e tinha sempre quatro ou cinco notícias e mais umas três ou quatro desmentindo fake news. Então, essa é uma situação muito complicada, porque isso vem de uma descrença das pessoas em relação a todo o sistema político e também uma descrença em relação aos veículos. Para mim é um divisor de águas. Eu quero me aliar a essa luta de demonstrar para as pessoas que é importante ter alguém que seja o certificador dessa notícia.

É difícil de fazer projeção do futuro, porque a gente nunca sabe o que vai mudar. O ambiente muda, a tecnologia… Tu vês alguma ameaça para um modelo de negócio como o teu?
Tanto a gente está preocupado com isso que, em 2006, começamos a trabalhar com essa proposta de rádio online. Ninguém sabia o que era rádio corporativa ou rádio online naquela época. Nós criamos uma rádio, que foi a Rádio Vitrola Brasileira, porque a gente chegava para o cliente e dizia o seguinte: como é que funciona uma rádio online? E mostrava a Vitrola Brasileira. Então, a gente já estava preocupado com isso. Vislumbramos que uma hora ou outra teríamos concorrência e tem. Por exemplo, hoje tem a Rádio 2, em São Paulo, tem a Agência do Rádio, que às vezes concorre com a gente em algumas estações em Brasília e nada impede que de repente até uma grande empresa faça algo semelhante ao nosso. O que nos garante é a credibilidade que a temos junto a essas 2.200 emissoras afiliadas. Mesmo que elas venham utilizar conteúdo de outras agências vão continuar utilizando o nosso, porque o nosso conteúdo, inclusive avaliado por elas, é 98% entre ótimo e bom.

Mas como se proteger desse ambiente de negócios em transformação?
De duas maneiras: a primeira é ter um trabalho de boa qualidade, com um jornalismo de primeira linha; e a segunda é desenvolvendo tecnologias e outros serviços diferentes. Se eu venho a ter um grande concorrente aqui na parte de agência de notícias, talvez eu não tenha um grande concorrente na parte de fact checking. Hoje nós somos a maior fornecedora de rádio corporativa de grande porte. E planejar sempre é preciso. Estou contratando uma cara que é especialista em planejamento que vai tentar nos indicar alguns caminhos, porque a cada ano somos atingidos por um tsunami ou por uma crise econômica ou política ou de formato e de plataforma.

Qual é o futuro da atividade jornalística num universo em que, de um lado tu tens uma precarização do profissional que vai ingressar no mercado e de outro está o desinteresse pelo noticiário, pela matéria jornalística?
Eu vejo que essa crise econômica e política e também a de plataforma que a gente teve, causou um grande mal para o jornalismo. O impresso precisa se aprofundar, para não ter aquela situação em que tu pegas o jornal e parece que a notícia é de anteontem. O momento, então, exigiria que o jornal fosse mais analítico, mais opinativo, e precisaria de pessoas com mais experiência. Mas, essas pessoas foram demitidas e houve uma “juniorização” das redações. Isso foi muito prejudicial e não aconteceu só no jornal. Aconteceu também nas TVs e nas rádios. E isso impacta na qualidade do jornalismo. Na Radioweb, a gente tem um rodízio muito pequeno de pessoas, porque, quando encontramos um jornalista bom, procuramos mantê-lo aqui e para manter, muitas vezes, principalmente num mercado como Brasília e São Paulo, tu tens que pagar melhor do que os outros veículos.

Como o rádio pode sobreviver?
Acho que uma tendência é investir em conteúdo. O que a música agrega hoje para o rádio? Hoje tem várias mídias para ouvir música, como Spotify, ou da forma mais tosca você pega um pendrive e viaja de carro sem repetir uma única música e ainda escuta o teu próprio playlist. As emissoras têm que avançar, e a gente vê isso acontecer. Há cada vez mais rádios “faladas” e menos rádios musicais. Quem tem audiência consolidada é quem tem conteúdo. Acho que quem quiser sobreviver tem que ser cada vez mais hard news ou talk radio, programas de debates. Veja o exemplo dos podcasts, que estão se fortalecendo. Eu assino o podcast que quero, ouço o que quero, e a fidelidade que ele ganha é pela qualidade de conteúdo. Esse tipo de plataforma depende de conteúdo. Não imagino as rádios, daqui a 10 anos, sendo musicais. Elas vão ter que mostrar conteúdo para ter audiência, as pessoas vão querer ouvir informação.

Entrevista: Julio Ribeiro e Marcelo Beledeli
Foto: Marcos Nagelstein/ Agência Preview

 
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